Um Adendo ao Post Anterior

Apenas complementando o post anterior, com o video, também da dove, sobre auto-estima. Realmente bonito!

 

sexta 26 dezembro 2008 22:37


Sobre a Ditadura da Beleza

O tema de hoje é a tão falada ditadura da beleza, a partir da corajosa campanha da Dove, lançada em 2005, pela real beleza. No primeiro comercial da campanha foram mostradas modelos de diversos biotipos (magrinhas, médias, cheinhas...) e me arrisco a dizer que eram todas lindas. Bonitas e de uma beleza sincera, espontanea irretocada, coisa rara nos dias de hoje. A Dove teve a iniciativa de enfatizar a beleza da mulher normal. Normal sim, porém não ordinária. Tomo como exemplo esta campanha para exaltar a beleza, não a padronizada, homogeneizada, pausterizada, globalizaada, mas a beleza que se afirma nas singularidades, nas imperfeições e pequenos defeitos, por que não?

Nada mais belo do que uma mulher com auto-estima, atitude e inteligência. Me uno então a outros poucos que também pensam assim para instituir a valorização da mulher enquanto ser humano e não objeto. Estou aqui para exaltar a mulher que é amada e não consumida. Estou aqui enfim, para exaltar a mulher verdadeira e não fictícia, imperfeita porém jamais trivial.

Valorize-se!

 

sexta 26 dezembro 2008 21:20


Feminilidade e Dor

Blog de stiletto :Stiletto, Feminilidade e Dor

"Multiplicarei grandemente a tua dor, e a tua conceição; com dor darás luz à filhos" (Genesis, 3:16)

Conversando com um amigo acerca dos ritos corporais femininos, ele fez uma observação que somente um homem seria capaz de fazer: a experiência do feminino é fortemente marcada por dor e sofrimentos diversos. Das pequenas às grandes coisas, nosso cotidiano é altamente doloroso. Precisam de exemplos?

Depilação com cera (quente ou fria), saltos altos (no final do dia o pé reclama demais), manicure (quando tira a cutícula e sai aqueeele bife), corsets (como se respira com isso?), papanicolau, mamografia, ultrasom transvaginal, varizes, celulites, enxaquecas, gravidez e parto.

Estes foram alguns exemplo que consegui citar expontaneamente e certamente existem muitos outros e em contrapartida, homens não precisam se depilar (apesar de que alguns o fazem, mas não do mesmo jeito que nós), têm sapatos confortáveis, não sofrem tanto com enxaqueca, quase nunca vão ao médico, não têm celulites, estrias, não engravidam, enfim, a experiência do sofrimento parece não fazer muito sentido para o universo masculino. Aliás, para os homens exame de próstata é um pesadelo...Imagine só se os problemas femininos pudessem ser solucionados com um simples dedinho e não com aquela aparelhagem invasiva e incomoda?

De fato, minha impressão é de que os homens não sabem o que é sofrimento, mas em contrapartida, talvez o sofrimento sirva para em contraste, a beleza sobressair. Pensando bem, eu penso que ser homem deve ser muito sem graça!

Ps: este lindo Stiletto da foto é assinado por Brian Atwood.

 

 

quarta 24 dezembro 2008 03:11


Momento Carrie Bradshaw

Blog de stiletto :Stiletto, Momento Carrie Bradshaw

Post curtinho, apenas para mostrar esta maravilha fashionista. Creio que a Carrie venderia a própria mãe para ter um destes. Eu, mera mortal que sou, me contento apenas em admirar esta maravilha do mundo capitalista.

O consolo é que se trata de um "mimo" impossível de ser utilizado na grande maioria das cidades brasileiras, afinal, que tipo de gente se arrisca a quebrar o salto de um legítimo Manolo nas ruas do Rio de Janeiro?

Ps: pode até parecer, mas não recebo "jabá" algum para mostrar estes sapatos (quem dera, porque talvez assim sairia de vez do especial e meu gerente até me cumprimentaria de vez em quando), se o faço é unicamente por devoção.

terça 23 dezembro 2008 17:12


Prada e a Ginocracia

Blog de stiletto :Stiletto, Prada e a Ginocracia

Lembro da primeira vez que usei um salto alto. Não um saltinho, desses feijão-com-arroz que já estamos acostumadas, mas aqueeele salto deslumbrantemente incomodo que no fim da noite invariavelmente nos faz sentir arrependimento de ter nascido mulher. Não importa o quanto seja doloroso, sempre voltamos a usá-lo, não por masoquismo, mas por amor, afinal, poucas coisas fazem tão bem para a auto-estima quanto um belo scarpin. Retornando à primeira vez, me recordo como me senti diferente, como era olhada de forma diferente. Me senti mulher, mesmo, daquelas de filme, atraindo olhares dos mais diversos por aí.

Os acessórios femininos, muito mais do que apenas artigos de consumo, são signos do sutil poder feminino. Servem para lembrar ao mundo que, ao sermos médicas, psicólogas, empresárias, engenheiras, ou o que quer que seja, somos concomitantemente mulheres. Por que não? Diversas foram as mulheres que deram suas próprias vidas pela nossa igualdade, mas agora devemos exigir a diferença.

Me incomoda muito a noção de que para ser uma mulher livre e bem sucedida eu devo me vestir como homem, me comportar como homem, transar como um homem, e enfim, ser exatamente como um homem. Pra quê? Se eu quisesse ser homem já teria virado "joão" há tempos.

Que igualdade podemos querer e que igualdade é perigosa?

A igualdade saudável é óbvia, e tem nome e sobrenome: direitos civis. De resto a igualdade passa a ser no mínimo estranha e muitas vezes nefasta. Notem que o comportamento socialmente adequado soa "estranhamente" masculino e emoções parecem expressamente proibidas e absolutamente tudo é objetivável.

Ta certo que masculino e feminino são identidades construídas, históricas e que existe sim um "tornar-se homem" e um "tornar-se mulher", ou mais apropriadamente, devir. Por outro lado, onde quer que eu circule sou reconhecida como mulher e se me vestisse de homem seria eu um travesti e não um homem. Aí a coisa se complica, pois aquilo que sabemos construído socialmente torna-se uma prisão.

Celebremos pois a ginocracia (um nome que eu pensei para designar o poder feminino), revolucionemos corações e mentes em cima de nosso stiletto (que também é um punhal, e portanto uma arma) para que um dia as "feministas" possam ser esquecidas, não por não terem sido importantes, mas por não serem mais necessárias. Escrevo pelo dia no qual violência doméstica, estupro, misoginia serão expressões extintas de todo e qualquer dicionário.

segunda 22 dezembro 2008 21:01



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